Pérolas

“De Graça”

23 jun, 2016

"Quem quiser receba de graça a água da vida.” (Apocalipse 22.17)
O Senhor Jesus disse: “Receba de graça”. Ele não quer pagamento nem preparação. Ele não procura recomendação proveniente das virtudes de nossas emoções. Se você não tem bons sentimentos, mas tem o desejo, está convidado; portanto, venha! Se você não tem fé nem arrependimento, venha a Jesus; Ele lhe dará tanto a fé como o arrependimento. Venha como você está e receba de graça, sem dinheiro ou qualquer outro preço. O Senhor Jesus se dá a Si mesmo aos necessitados. Nunca podemos imaginar que alguém seja tão medíocre a ponto de, estando bem perto da fonte de água, clamar: “Não posso beber, porque não tenho dinheiro suficiente”. Não importa quão pobre seja o indivíduo, a fonte se encontra ali, para que ele beba gratuitamente dela. Pessoas sedentas, quer sejam ricas, quer sejam pobres, não procuram algo que lhes assegure o direito de beber; a própria fonte é a garantia para que bebam gratuitamente da sua água. Talvez as únicas pessoas que necessitem prosseguir sedentas em seu viver são aquelas que imaginam ser uma humilhação beber de uma fonte comum a todos. Em vez de beberem, tais pessoas deixam de lado a fonte e seguem seu caminho com os lábios ressecados. Oh! Quantas pessoas existem que se julgam ricas em suas boas obras e, por essa razão, não podem vir a Cristo! Elas dizem: “Não serei salvo da mesma maneira que a prostituta e o ímpio foram salvos. O quê? Ir ao céu pelo mesmo caminho do varredor de ruas? Não existe qualquer outro caminho para a glória, exceto o caminho que conduz o ladrão até lá? Não serei salvo dessa maneira.” Esses arrogantes vangloriosos têm de continuar sem a água viva, mas “quem quiser receba de graça a água da vida”.

Charles H. Spurgeon

Do Senhor é a Guerra

14 jun, 2016

“Muitos caíram feridos à espada, pois de Deus era a peleja.” (1Crônicas 5.22) Guerreiros que lutam sob a bandeira do Senhor Jesus, observem este versículo com alegria santa, pois, assim aconteceu na antiguidade, e assim também acontece em nossos dias. Se a peleja é de Deus, a vitória é certa. Os filhos de Rúben, os gaditas e a meia tribo de Manassés mal puderam reunir um exército de quarenta e cinco mil guerreiros. Apesar disso, em sua luta contra os hagarenos, eles mataram cem mil pessoas. Eles “clamaram a Deus, que lhes deu ouvidos, porquanto confiaram nele” (1 Crônicas 5.20). O Senhor não salva por meio de muitos ou poucos. Se avançamos em nome de Jeová e não passamos de um punhado de homens, o Senhor dos Exércitos está conosco como nosso Capitão. Os israelitas não deixaram de lado a espada, o escudo e o arco, mas não colocaram nestas armas a sua confiança. Temos de usar todos os meios adequados, mas a nossa confiança tem de estar apenas no Senhor. Ele é a espada e o escudo de seu povo. A grande razão para o extraordinário sucesso dos israelitas esteve no fato de que a peleja era de Deus. Amado, em sua luta contra o pecado, no íntimo ou no exterior; contra o erro de práticas e de doutrina; contra a impiedade espiritual em níveis altos ou baixos; contra os demônios e os aliados do diabo, você está na guerra de Jeová. A menos que Ele possa ser derrotado, você não precisa temer a derrota. Não esconda-se diante de números maiores, não recue diante das dificuldades ou impossibilidades, e nem se esquive dos ferimentos ou da morte. Golpeie com a espada de dois gumes do Espírito e os mortos jazerão em montes. “Do SENHOR é a guerra” (1 Samuel 17.47). Ele lhe entregará nas mãos os seus inimigos. Com o passo firme, mão forte, coração destemido e zelo ardente, corra para a batalha e as hostes do mal voarão como minúsculos resíduos na ventania.

Charles H. Spurgeon

Versículo do Dia: “Não me desampares, SENHOR.” (Salmos 38.21)

30 mai, 2016

Frequentemente suplicamos a Deus que não nos abandone em tempos de aflição e provação. Esquecemos, porém, que precisamos fazer esta súplica em todos os momentos. Não existe ocasião de nossa vida (embora seja uma vida santa) em que podemos estar sem o amparo do Senhor. Quer em tranquilidade, quer em tribulações, quer em comunhão, quer em tentação, precisamos desta oração: “Não me desampares, SENHOR. Sustenta-me e estarei seguro”. Uma criancinha, enquanto aprende a andar, sempre necessita de ajuda. O navio deixado sem a direção do piloto imediatamente se afasta de seu curso.
Não podemos viver sem o contínuo amparo do céu. Que hoje, a sua oração seja: “Pai não me abandones”. Não abandones o teu filho, pois assim ele não cairá por meio das mãos do inimigo. Pastor, não abandones a tua ovelha, para que ela não se afaste da segurança do rebanho. Grande Agricultor, não abandones a tua planta, a fim de que não seque e morra. “Não me desampares, SENHOR” agora; e não me desampares em qualquer momento de minha vida. Não me abandones em minhas alegrias, para que elas não consumam o meu coração. Não me abandones em minhas aflições, para que eu não murmure contra Ti. Não me abandones no dia do meu arrependimento, para que não perca a esperança do perdão. Não me abandones no dia em que eu tiver a mais forte fé, para que a fé não se degenere em presunção. Não me abandones, pois sem Ti eu sou fraco, mas contigo sou forte. Não me abandones, porque o caminho é perigoso e cheio de armadilhas. Não posso seguir adiante sem o teu amparo. A galinha não desampara sua ninhada; então, me cobrirás Tu ainda mais com tuas penas e me permitirá encontrar meu refúgio sob tuas asas? “Não te distancies de mim, porque a tribulação está próxima, e não há quem me acuda” (Salmos 22.11). “Não me recuses, nem me desampares, ó Deus da minha salvação” (Salmos 27.9).

Romanos 12:12

25 mai, 2016

12. Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes. Estes três conselhos se entrelaçam e parecem depender do anterior —servindo ao tempo. A pessoa que põe sua alegria na esperança da vida por vir, e suporta suas tribulações com paciência, também está pronta a dedicar-se ao tempo e se vale da oportunidade de marchar com vigor em busca de seu alvo. Sempre que venha ao caso (pois não faz muita diferença se as frases são ou não relacionadas), Paulo primeiro nos proíbe a permanecermos contentes com nossas bênçãos momentâneas, ou a pôr nossa alegria na terra ou nas coisas terrenas, como se nossa felicidade estivesse localizada ali. Ao contrário disso, ele nos convida a dirigir nossas mentes rumo ao céu, para que experimentemos aquela alegria que é sólida e plenária. Se a nossa alegria repousa na esperança da vida por vir, esta esperança gerará em nós paciência na adversidade, visto que nenhum sentimento de pesar será capaz de sucumbir tal alegria. Portanto, estas duas coisas se acham estreitamente relacionadas entre si, ou seja: a alegria que nasce da esperança, a paciência que nasce da adversidade. Somente a pessoa que aprendeu a buscar sua felicidade para além deste mundo, como fim de reduzir e aliviar as asperezas e amarguras da cruz com a consolação da esperança, se sujeitará calma e tranqüilamente a carregar a cruz. Entretanto, visto que ambas estas coisas estão muito acima de nossas forças, devemos permanecer constantemente em oração e invocar continuamente a Deus, para que ele não permita que nossos corações desmaiem e se misturem com o pó, ou sejam destroçados pelas calamidades. Além do mais, Paulo não só estimula à prática da oração, mas expressamente nos intima à perseverança, visto que nossa guerra é incessante e sofremos vários assaltos todo dia. Mesmos os mais fortes dentre nós são incapazes de suportar esses revezes sem freqüente reaquisição de novas energias. Mas a diligência na oração é o melhor antídoto contra o risco de soçobrarmos.

João Calvino

Cedro: Símbolo do Cristão

20 mai, 2016

Os cedros do Líbano simbolizam os cristãos, naquilo que se refere a terem sido inteiramente plantados pelo Senhor. Isto é a verdade absoluta de cada filho de Deus. O cristão não é plantado pelo homem, nem por si mesmo, mas é plantado por Deus.
A mão misteriosa do Espírito divino fez cair a semente da vida dentro do coração que Ele mesmo preparara para recebê-la.
Cada verdadeiro herdeiro do céu pertence ao grande Agricultor que o plantou. Além disso, os cedros do Líbano não dependem do homem para regá-los; eles subsistem nas altas rochas não irrigadas pelo homem; e, no entanto, nosso Pai Celeste supre suas necessidades. Assim é com o cristão que aprendeu a viver pela fé. Ele não depende do homem, mesmo nas coisas temporais; ele espera no Senhor seu Deus pelo seu sustento, e somente nEle. O orvalho do céu é sua porção e o Deus do céu o seu manancial. Mais uma vez, os cedros do Líbano não são protegidos por nenhum poder mortal. Eles nada devem aos homens para serem preservados das tempestades e ventos tormentosos. São árvores de Deus, mantidas e preservadas por Ele, somente por Ele. É exatamente a mesma coisa com o cristão. Ele não é uma planta de estufa, protegido das tentações; ele fica no local mais exposto; não tem refúgio, nem proteção, exceto esta, que as vastas asas do Deus eterno sempre abrigam os cedros que Ele mesmo plantou. Como os cedros, os crentes são cheios de vigor, tendo vitalidade suficiente para estarem sempre viçosos, mesmo no meio das neves do inverno. Finalmente, o florescimento e as majestosas condições do cedro são somente para o louvor de Deus. O Senhor, e somente Ele, tem sido tudo para o cedro e, por isso, Davi, com muita doçura, colocou num de seus salmos: "Louvai ao SENHOR, árvores frutíferas e todos os cedros." (Sl. 148:9) No crente não existe nada que possa glorificar o homem; ele é plantado, nutrido e protegido pela própria mão do Senhor, e a Ele seja atribuída toda a glória.


Charles Haddon Spurgeon

Fonte: Morning and Evening (Devocional matutina do dia 13 de agosto)

Documentário “Nascer de Novo”

16 mai, 2016

"Martyn McGeown

O documentário da BBC (Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2006) “Nascer de Novo”, de Glenn Patterson, foi interessante, mas lamentável, já que nenhuma das pessoas entrevistadas explicou o que significa nascer de novo. Os cristãos professos entrevistados por Patterson associaram nascer de novo com “aceitar a Jesus como seu salvador pessoal”, “entregar a vida a Jesus” ou “ser salvo”. Um pastor, inclusive, disse aos ouvintes: “você pode nascer de novo”. Patterson disse que quase nasceu de novo quando foi à frente em uma reunião para “pedir que Jesus entrasse em seu coração”, porque ele se compadeceu do pregador (e muitas pessoas o seguiram. Ele, corretamente, questionou a sinceridade daqueles corações). Nenhuma das supracitadas afirmações explica o que é nascer de novo. A Bíblia afirma que o homem precisa nascer de novo por causa de suas necessidades espirituais. O homem está “morto em seus delitos e pecados” (Ef. 2:1, Cl. 2:13), e para que veja o reino de Deus ele precisa ser chamado à vida por Deus. O homem não pode produzir esse novo nascimento, porque “o que é nascido da carne é carne” (Jo. 3:6). Jesus não disse a Nicodemos o que fazer para nascer de novo; ele disse àquele homem religioso que Deus haveria de fazer alguma coisa por ele se ele quisesse ser salvo. Jesus o repreendeu (Jo. 3:10) por sua ignorância quanto ao Antigo Testamento, que também ensina a verdade da regeneração, novo nascimento ou nascer de novo (cf Dt. 30:6; Ez. 16:6; 11:19; 36:26). A vontade de Deus determina quem recebe o novo nascimento, e não a vontade do homem: “Pois segundo o seu querer ele nos gerou pela palavra da verdade” (Tg. 1:18). O pecador espiritualmente morto não pode “convidar Jesus a entrar em seu coração”, porque é Deus quem abra o coração dele (At. 16:14). Nem todos os corações estão abertos. Por quê? O Espírito é como o vento. Ele sopra onde Ele – e não o homem – quer (Jo. 3:8). A “livre vontade” do homem não pode realizar, nem tampouco cooperar com o novo nascimento, porque aqueles que nasceram de novo, “não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo. 1:13).

Fonte: http://www.cprf.co.uk/

Ele é Precioso

12 mai, 2016

"Ele é precioso". (1 Pedro 2:7)

Como todos rios correm para o mar, assim todos deleites centram-se em nosso Amado. O fulgor de Seus olhos brilham mais que o sol: as belezas de Sua face são mais formosas do que as seletas flores: nenhuma fragrância é semelhante ao sopro de Sua boca. Pedras preciosas da mina, e pérolas do mar, são coisas desprezíveis quando mensuradas com Sua preciosidade. Pedro conta-nos que Jesus é precioso, mas ele não contou e nem nos poderia contar quão precioso Ele é; nem o pode qualquer um de nós computar o valor do dom inefável de Deus. Palavras não podem expor a preciosidade do Senhor Jesus para o Seu povo, nem contar completamente quão essencial Ele é para a satisfação e felicidade deles. Crente, você não encontraria no meio da abundância uma severa fome se nosso Senhor tivesse sido ausente ?
O sol estaria brilhando, mas Cristo tendo Se ocultado, todo o mundo seria negro para você; ou seria noite, e desde que a brilhante estrela da manhã se foi, nenhuma outra estrela poderia interessar você tanto como um raio de luz. Que deserto de lamento é este mundo sem nosso Senhor !
Se uma só vez Ele se ocultasse de nós, murchariam as flores de nosso jardim; nossos agradáveis frutos decairiam; os pássaros suspenderiam seus cânticos, e a tempestade derrubaria nossas esperanças. Todos candeeiros da terra não podem fazer a luz do dia do Sol da Justiça ser eclipsada. Ele é a alma de nossa alma, a luz de nossa luz, a vida de nossa vida.
Querido leitor, o que farias tu no mundo sem Ele, quando tu despertasse e visse à frente o dia da batalha ?
O que farias tu à noite, quando tu voltasse para casa esgotado e cansado, se não houvesse nenhuma porta de comunhão entre ti e Cristo ?
Bendito seja Seu nome, Ele não sofreu por nós para tentar nosso destino sem Ele, porque Cristo nunca abandona o que é Seu.
Todavia, permita o pensamento de que vida existiria sem Ele, ressaltando assim Sua preciosidade.

Charles Haddon Spurgeon

Por quem Jesus Morreu?

04 mai, 2016

Jim Byrd

Quando nosso Salvador falou do julgamento final, aquele dia quando toda a humanidade será reunida para aparecer diante dele, ele referiu-se a todos os homens como pertencendo a um de dois grupos: “E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda” (Mateus 25:32-33, RC).
Certamente esse não é um ponto sobre o qual deveria existir alguma diferença: a pessoa é uma ovelha ou um bode. Isso sendo estabelecido, considere as palavras do Pastor com respeito à morte que ele suportaria e aqueles por quem ele daria sua vida: “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (João 10:11). Por quem ele deu a vida? Pelos bodes? Obviamente não; o bendito Salvador morreu por suas ovelhas.
Agora, considere isto: aqueles por quem Cristo entregou sua vida eram ovelhas antes de crerem, ou a fé deles fez com que se tornassem ovelhas? Aprenda a resposta a partir da Palavra de Deus. Os judeus que o cercavam recusavam reconhecer a verdadeira identidade do Filho que Deus, que era evidenciada por suas obras. Note cuidadosamente as palavras de João 10:26-27: “Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem”. Você não ouvirá a Palavra do Senhor? Não está absolutamente claro que todos que crêem em Cristo eram ovelhas antes de crer, e que o fato de serem ovelhas resultou na fé deles? A fé de tais pessoas não a tornaram ovelhas; a fé manifestou que elas já eram ovelhas. Foram escolhidas por Deus para a salvação e predestinadas para a vida eterna antes da fundação do mundo. Os bodes, contudo, têm sido sempre bodes e não têm a fé dos eleitos de Deus. O Senhor não lhes concede a sua graça e deixa-os entregues à dureza dos seus corações e à justiça da condenação eterna. Como não são ovelhas, Jesus não deu sua vida por eles. Por quem Jesus morreu? Ele deu sua vida pelas ovelhas e por essa morte satisfez a justiça divina e resgatou seu povo escolhido das justas reivindicações da lei.

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1

Da certeza da graça e da salvação

26 abr, 2016

I. Ainda que os hipócritas e os outros não regenerados podem iludir-se vãmente com falsas esperanças e carnal presunção de se acharem no favor de Deus e em estado de Salvação, esperança essa que perecerá, contudo, os que verdadeiramente crêem no Senhor Jesus e o amam com sinceridade, procurando andar diante dele em toda a boa consciência, podem, nesta vida, certificar-se de se acharem em estado de graça e podem regozijar-se na esperança da glória de Deus, nessa esperança que nunca os envergonhará.
II. Esta certeza não é uma mera persuasão conjectural e provável, fundada numa falsa esperança, mas uma infalível segurança da fé, fundada na divina verdade das promessas de salvação, na evidência interna daquelas graças a que são feitas essas promessas, no testemunho do Espírito de adoção que testifica com os nossos espíritos sermos nós filhos de Deus, no testemunho desse Espírito que é o penhor de nossa herança e por quem somos selados para o dia da redenção.

Confissão de Westminster, Capítulo XVIII

Davi: o Salmista de Israel

19 abr, 2016

“O mavioso salmista de Israel” (2Sm. 23:1)
Dentre todos os santos cujas vidas foram registradas nas Santas Escrituras, Davi possui uma experiência do tipo mais variado, impressionante e instrutivo. Na sua história deparamo-nos com provações e tentações que não são mostradas, de um modo geral, em outros santos dos tempos antigos; e por isso, ele é o tipo mais sugestivo de nosso Senhor. Davi conheceu todos os tipos de provações e situações dos homens. Os reis têm seus problemas, e Davi usou uma coroa; o camponês tem suas preocupações, e Davi manejou o cajado de pastor; o errante tem muitas necessidades, e Davi habitou nas cavernas de En-Gedi; o capitão tem suas dificuldades, e Davi achou os filhos de Zeruia difíceis demais para ele. O salmista também foi provado em seus amigos, seu conselheiro Aitofel o abandonou: "Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar." (Sl. 41:9) Seus piores inimigos foram os de sua própria casa: seus filhos foram sua maior aflição. Tentações de pobreza e riqueza, de honra e acusações, de saúde e fraqueza, todas testaram seu poder sobre ele. Ele teve tentações externas para perturbar sua paz e internas para tirar sua alegria. Tão logo Davi escapava de uma provação, caía em outra; tão logo emergia de um período de desânimo e temores, era novamente mergulhado no mais profundo abismo, e todas as ondas e vagalhões de Deus o derrubavam. Provavelmente é por causa disto que os salmos de Davi sejam tão deleitosos aos cristãos experientes de todo o mundo. Seja qual for o nosso estado de espírito, de euforia ou de depressão, Davi descreveu exatamente as nossas emoções. Ele foi um hábil mestre do coração humano, pois foi instruído na melhor de todas as escolas - a escola das verdadeiras experiências pessoais. À medida que somos instruídos na mesma escola, à medida que amadurecemos em graça e em anos, apreciamos cada vez mais os salmos de Davi, e descobrimos que são "pastos verdejantes". Minh´alma, deixa as experiências de Davi te animarem e te aconselharem neste dia.
Charles Haddon Spurgeon

Fonte: Morning and Evening (Devocional matutina do dia 20 de agosto)

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