Pérolas

"Eu sei, ó Senhor, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos." Jeremias 10.23

05 out 2017

Não devemos determinar nossos próprios passos, mas, sim, nos deixar levar pelo ritmo do Senhor – devemos nos determinar pela Sua maneira de andar. O andar de Deus se cumpre num caminho bem definido. Jesus seguiu por esse caminho com Seu Pai. Mas este andar com Deus vai contra a nossa vontade, contra a nossa natureza, contra os nossos planos. Amizade com Deus significa inimizade contra a carne. Existem muitas pessoas que querem seguir ao Senhor, e talvez até deixam sua profissão, mas, apesar disso, andam como eles mesmos querem, e não da maneira como Jesus andou. O desejo de andar com Deus não está em nós naturalmente, pois esse andar começa no Calvário. Só ali, onde você se entrega totalmente a Deus, onde você permanece na morte de Jesus, você começa a andar como Ele andou. Somente quando o seu velho homem desaparecer na morte do Senhor Jesus é que o novo homem é capaz de andar com Deus. Pois a nova ligação com Ele começa onde a velha vida morreu: "...logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim." Só então começa o novo andar com o Deus vivo!

"Por isso restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os vossos pés, para que não se extravie o que é manco, antes seja curado." Hebreus 12.12-13

28 set 2017

A tática do combate da fé requer a execução das ordens do Comandante nos mínimos detalhes: marcha, instrução, segurança e abrigo. Como filhos de Deus, nunca devemos retroceder, mas sempre seguir em frente. Também não devemos nos dar ao luxo de um cessar-fogo; devemos ter sempre a bandeira desfraldada. Instrução significa conhecer os intentos do inimigo. Para quê? "...Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios." Só pode ser um soldado de Jesus Cristo aquele que entregou sua vontade própria incondicionalmente a Ele: "...e eu não fui rebelde, não me retraí." Aquele que, como Paulo, anda em absoluta obediência a Jesus Cristo, este também reconhece a realidade e a tática do inimigo. Isso Paulo tem em mente quando diz: "...pois não lhe ignoramos os desígnios (de Satanás)." Paulo conhecia a astúcia do inimigo, mas ele também conhecia a vitória de Jesus. Por isso, ele foi vitorioso no combate da fé e, no fim da sua vida, olhando para trás, podia testificar: "Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé."

"Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas..." 2 Coríntios 10.4

20 set 2017

Tudo depende do ponto de vista! Josué tinha a visão desanimadora de Jericó diante de si, mas levantou seus olhos para cima: "...eis que se achava em pé diante dele um homem que trazia na mão uma espada." Tendo esse encontro com o Vencedor, Josué ganhou a batalha contra Jericó. Essa foi uma verdadeira vitória pela fé. A tática do povo de Israel simplesmente consistiu em obedecer à estratégia proposta por Deus. A maneira de lutar de Deus foi e continua sendo totalmente ilógica para a compreensão humana. Israel não pelejou contra Jericó, mas cercou o inimigo com a presença de Deus. O segredo da vitória foi o conhecimento de Deus, a presença do Senhor, pois eles carregavam a arca do Senhor consigo. A oração, cercando o inimigo com a presença do Senhor, fez com que o poder do inimigo desmoronasse. Da parte de Deus, tudo já havia acontecido. A presença de Deus foi suficiente para a vitória naquela ocasião, e continua sendo suficiente hoje também! Esse é o segredo do nosso Estrategista celestial. Tudo já está consumado! A vitória é nossa, e essa certeza nos fortalece no combate da fé.

Paciência, uma Raridade

08 jun 2017

Abraham Kuyper

A paciência é uma posse muito desejável, um tesouro precioso. É um dom de Deus ao coração quebrantado.
A paciência não é uma posse comum. Raramente a encontramos, mas é frequentemente confundida com imitações chamadas “submissão” e “resignação”.
A paciência não cintila na luz do sol do meio-dia. Ela brilha na escuridão, com uma luz interior. Ela brilha na noite de sofrimento – de sofrimento físico, mas especialmente de sofrimento espiritual, quando a alma luta nas mais profundas angústias.
A paciência não é como uma bela rosa trepadeira que retorce seus ramos cheios de flores ao redor da cruz da vida; antes, é como o modesto spicebush, 2 sem beleza de forma ou cor, mas que perfuma o ar com doçura pungente.
A paciência é como o rouxinol, que não tem beleza de plumagem, mas canta docemente na noite escura.
Ou é como uma pedra preciosa que não tem brilho até que o trabalhador hábil tenha polido-a.
A paciência é um dos santos adornos com os quais o próprio Jesus adorna a alma após ter limpado-a com sua justiça.
A paciência cristã tem pouco em comum com seus homônimos encontrados entre homens e mulheres que vivem como “bons vizinhos”, mas que são estranhos à graça de Deus. A verdadeira paciência não pode crescer no coração que não foi regenerado. Tal coração não tem o solo necessário, e a atmosfera da vida não-santificada tende a murchá- la. Uma luz mais brilhante que a do sol, a luz do próprio Deus, faz com que suas flores brotem.
A paciência é um fruto do Espírito.
Sua semente não está conosco.
Seus ramos se contorcem ao redor da cruz de Cristo. Seu objetivo é a eternidade. Sua glória está na graça de Deus.
A paciência deveria ser a posse de todo filho de Deus. Se não é dele quando nasce de novo, deveria crescer dentro dele à medida que cresce em Cristo.
Mas tristemente ela está ausente entre nós.
Isso é evidente a partir da nossa inquietação, nossa aversão à cruz, embora ocultemos essa aversão por detrás do véu da resignação. O fato é especialmente evidente quando o sofrimento falha em produzir fruto espiritual, mesmo sofrimento que é suportado com aparente disposição.
Precisamos de paciência. Precisamos dela para nos confortar nas tribulações, nos renovar a alegria de sermos filhos de Deus, reviver nosso canto de adoração à medida que carregamos a cruz que seu amor nos designou.
Até quando o povo de Deus não terá ouvidos para aquilo que a Palavra tem a dizer sobre paciência?

Fonte: The Practice of Godliness.

O Propósito de Deus no Sofrimento

08 mai, 2017

Hebreus 12:6, 11: “Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a qualquer que recebe por filho.... E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela”.

Há uma grande diferença entre punição e correção, que faremos bem guardar em mente quando o Senhor nos conduz a caminhos de doença e adversidade.

Há, em primeiro lugar, uma diferença com respeito ao motivo e razão para ambos. O motivo da punição é a justa ira de Deus contra o pecado; o motivo da correção é o seu amor eterno. “Porque o Senhor corrige a quem ama” (Hebreus 12:6).

Há uma diferença, também, com respeito ao propósito. O propósito do castigo é a vindicação da justiça; o propósito da correção é instrução e santificação: “Para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade” (Hebreus 12:10).

E assim, finalmente, há uma diferença com respeito ao resultado ou fim. O fim da punição é a morte eterna; o fim da correção é a glória eterna. Nosso Deus nunca pune seus filhos, pois Cristo suportou toda nossa punição sobre a cruz; mas ele os corrige, para que possam ser exercitados através disso (Hebreus 12:11).

Entendamos isto pela fé, e saibamos que ele sempre nos ama.

Para conforto adicional, leia: 1Pedro 1:6-7: “Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo”.

1 Rev. Herman Hoeksema

Eu te fortaleço!

17 mar, 2017

Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.

Isaías 41:10

Deus tem uma forte reserva com a qual cumprir este compromisso pois Ele é capaz de fazer todas as coisas! Crente, até que você possa secar o oceano da onipotência ou desfazer em pedaços as elevadas montanhas do poder do Altíssimo, você não precisa temer. A força do homem nunca será capaz de vencer o poder de Deus. Enquanto permanecerem os enormes pilares da terra, você tem motivo para continuar firme em sua fé. O mesmo Deus que dirige a terra em sua órbita, que alimenta a ardente fornalha do sol, e arranja as lâmpadas do céu tem prometido suprir-lhe as forças todos os dias. Visto que Deus é poderoso para sustentar o universo, não pense que Ele se mostrará incapaz de cumprir as próprias promessas. Lembre o que Deus fez nas gerações passadas. Lembre como Ele falou, e tudo se fez; como Ele ordenou, e logo a ordem se cumpriu. Aquele que criou o mundo ficará cansado? Ele sustém o mundo sobre o nada. Aquele que faz isso será incapaz de amparar seus filhos? Será Ele desleal à sua palavra por falta de poder? Quem é o que reprime a tempestade? Não cavalga Ele nas asas do vento, não faz das nuvens suas carruagens e não segura o oceano nas palmas de suas mãos? Como Ele pode falhar para conosco? Uma vez que Deus registrou uma promessa como esta, será que por algum momento você estimulará o pensamento de que Ele não a cumprirá ou de que a realização desta promessa está além do poder dele? Não, você não deve mais duvidar. Ó meu Deus e minha fortaleza, eu posso crer que esta promessa será cumprida, pois o ilimitado reservatório de tua graça nunca pode ser esgotado. O abundante estoque de tua força não pode ser esvaziado por teus amigos nem roubado por teus inimigos. Que todos os fracos sejam fortalecidos, E façam do braço de Jeová sua canção.

Charles H. Spurgeon

Apenas um pouco

15 fev, 2017

Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. (1Pedro 5.10)

Às vezes, no meio das aflições e estresses da vida cotidiana, podemos clamar: “Até quando, ó Senhor? Eu não consigo ver além da dor de hoje. O que o amanhã trará? Você estará presente nesta aflição também?”.

Esta pergunta é absolutamente urgente, porque Jesus disse: “Aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Marcos 13.13). Nós trememos diante do pensamento de estarmos entre os “que retrocedem para a perdição” (Hebreus 10.39). Nós não estamos brincando. O sofrimento é uma terrível ameaça à fé na futura graça de Deus.

Portanto, é maravilhoso ouvir Pedro prometer aos cristãos aflitos e cansados que “o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (1Pedro 5.10).

A segurança de que ele não demorará além do que podemos suportar e que aniquilará as falhas que lamentamos e que firmará para sempre aquele que vacilou por tanto tempo — essa segurança vem de “toda a graça”.

Deus não é o Deus de um pouco de graça — como graça derradeira. Ele é o Deus de “toda graça” — incluindo os infinitos e inesgotáveis estoques de graça futura.

Fé nessa graça é a chave para permanecer no caminho estreito e difícil que conduz à vida.

John Piper

O último pedido

23 jan, 2017

A Bíblia registra que as primeiras palavras que um homem dirigiu a Deus, foram: “Ouvi a tua voz no jardim, e... tive medo...” (Gn 3.10). As últimas palavras de um homem, dirigidas a Deus e relatadas na Bíblia, são: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20).

Podemos ver, assim, para onde Deus quer conduzir as pessoas: tirá-las da miséria do pecado e levá-las ao Seu maravilhoso Reino!

Seu objetivo não é manter o homem com medo dEle, mas que o homem possa clamar, de coração cheio de felicidade: “Vem, Senhor Jesus!”

Entre essas duas manifestações encontra-se uma História de Salvação milenar maravilhosa, na qual Jesus é o ponto central e de referência máxima.

Maranata!

Norbert Lieth

João 14.23

19 nov, 2016

"Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada."

Aqui o Senhor fala do maior e mais profundo mistério: através do Espírito Santo, o Pai e o Filho fazem "morada" numa pessoa que ama a Deus. Você abre a porta do seu coração, e de repente encontra o próprio Senhor morando nele! Certamente é isso que quer dizer Provérbios 8.17: "Eu amo os que me amam; e os que de madrugada me buscam me acharão" (ERC). Esse "buscar de madrugada" nos diz que Deus quer ser o primeiro em nossa vida, que buscar o Senhor deve ter a maior prioridade em nosso coração. "Buscar de madrugada" também fala dos que buscam o Senhor de manhã cedo, na primeira hora da manhã. Imagine isso: o Deus triuno, o Pai e o Filho através do Espírito Santo querem fazer "morada" num homem mortal! Se você ama a Deus e guarda a Sua Palavra, podendo assim ser uma morada para o Senhor, a questão mais importante agora é a seguinte: o Senhor realmente mora em sua vida? O Senhor se alegra quando pode falar aos que O procuram: "Vinde e vede! Aqui eu moro!" Deus pode apontar para você e dizer que tem morada em sua vida? Ele se sente em casa em seu coração?

Reforma - Ontem e Hoje

01 nov, 2016

Todo grupo humano possui em sua história eventos de grande significado que estão intimamente associados com a sua identidade e autocompreensão. No caso dos protestantes, um evento dessa natureza é o episódio que desencadeou a Reforma Religiosa do Século XVI. O monge agostiniano e professor de teologia Martinho Lutero afixou à porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha, as suas célebres Noventa e Cinco Teses, convidando a comunidade acadêmica local para um debate público sobre a venda das indulgências e outras questões controvertidas. Desde então, o dia 31 de outubro de 1517 tem permanecido na consciência evangélica como um símbolo fundamental do seu movimento.

Ao comemorarmos mais um aniversário da Reforma, de que maneira podemos celebrar a obra dos desbravadores evangélicos do século XVI? De que modo podemos honrar o Deus dos reformadores, nós que vivemos no início do século XXI? Uma das respostas é: conhecendo e encarnando as convicções que nortearam as suas vidas e os seus labores. Destacamos três delas, que reputamos essenciais para a igreja contemporânea.

Primeiramente, é notável o lugar que os reformadores deram ao Deus trino em seu pensamento e ação. Apesar dos fatores políticos, sociais e econômicos envolvidos na Reforma, o seu ímpeto mais central veio da profunda experiência religiosa de líderes como Lutero e Calvino. A sua visão da graça e da glória de Deus, mediada pelas Escrituras, levou-os a colocá-lo no centro de suas vidas e a rejeitar tudo aquilo que pudesse obscurecer a sua majestade como Senhor do universo, da vida e da redenção. Em segundo lugar, há que considerar o seu entendimento da Igreja como comunidade de adoração, comunhão e serviço. A Igreja não era para eles uma estrutura ou instituição, mas o conjunto dos fiéis que se reúnem para exaltar a Deus, estudar a sua Palavra e celebrar a sua salvação, e depois se dispersam para testemunhar e servir. Finalmente, os reformadores nos inspiram em seu entendimento da sociedade. Rompendo com a dicotomia entre sagrado e secular, os líderes da Reforma e seus seguidores insistiram no fato de que toda a vida pertence a Deus e deve refletir o seu senhorio. Com seu trabalho e exemplo, o cristão deve esforçar-se para que os valores do Reino permeiem todas as áreas da coletividade. Que sejam essas as nossas preocupações ao lembrarmos novamente os eventos e personagens dos quais somos herdeiros.

Alderi Souza de Matos

Satisfação plena só existe em Uma Pessoa

17 out, 2016

Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. (João 4.14)

O crente em Jesus acha em seu Senhor o bastante para satisfazê-lo agora e mantê-lo contente durante o resto de sua vida e para todo o sempre. O crente não é uma pessoa cujos dias são gastos na busca de conforto e cujas noites demoram a se passar por falta de pensamentos que trazem conforto ao coração. O crente acha em Cristo uma fonte de alegria e um fundamento de consolação tão abundantes, que o tornam feliz e satisfeito. Ponham o crente em um cárcere, e ali ele encontrará boa companhia. Coloquem-no em um deserto, e ali o crente se alimentará do pão do céu. Privem-no de amizades, e ele achará o “Amigo mais chegado do que um irmão” (Provérbios 18.24). Removam os alicerces das esperanças terrenas do crente, e seu coração ainda permanecerá firme, confiante no Senhor. O coração é tão insaciável quanto a sepultura, até que o Senhor Jesus entra nele e o torna um cálice transbordante. Em Cristo, existe plenitude de abundância; Ele sozinho é o tudo do crente. O verdadeiro crente está tão satisfeito com a plena suficiência de Cristo que não mais tem sede -exceto por goles maiores da Fonte viva. Nesta doce maneira, crente, você terá sede. Não será uma sede dolorosa, mas de vontade amorosa; você descobrirá ser bom almejar por uma alegria mais completa do amor de Jesus. Alguém, em dias de outrora, disse: “Tenho frequentemente mergulhado meu balde no poço, mas agora, minha sede de Jesus tem se tornado tão insaciável que desejo trazer o próprio poço aos lábios e beber dele”. Querido leitor, este sentimento se encontra em seu coração? Você sente que todos os seus desejos estão satisfeitos em Cristo e que não tem qualquer outra necessidade, exceto a de conhecê-Lo mais e ter comunhão mais íntima com Ele? Então, venha constantemente à fonte e beba gratuitamente da água da vida (Apocalipse 22.17). Jesus nunca pensará que você bebeu demais, mas sempre lhe dará boas-vindas, dizendo: “Beba, sim, beba com abundância, ó amado”.

Charles H. Spurgeon

Alegria dos filhos de Deus

04 out, 2016

Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo SENHOR (Deuteronômio 33.29)

A pessoa que imagina o cristianismo como uma religião que torna o homem miserável desconhece completamente a natureza do cristianismo. Seria realmente estranho se o cristianismo nos tornasse miseráveis, pois vejam a que posição o cristianismo nos exalta! O cristianismo nos torna filhos de Deus. Você supõe que Deus outorgará aos seus inimigos toda a felicidade e à sua própria família toda a murmuração? Os inimigos de Deus terão alegria e os filhos de Deus herdarão tristeza e desgraça? O pecador, que não tem parte em Cristo, chamará a si mesmo, rico em felicidade, e prosseguiremos nós, pranteando, como se fôssemos mendigos paupérrimos? De modo nenhum. Sempre nos alegraremos no Senhor (ver Filipenses 4.4) e nos gloriaremos em sua herança, pois “não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai” (Romanos 8.15). Em certa medida, a vara da disciplina tem de repousar sobre nós, mas produz frutos de justiça. Assim, por intermédio da ajuda do Consolador divino, nós, o povo salvo do Senhor, nos alegraremos no Deus de nossa salvação. Estamos casados com Cristo. O grande Noivo da igreja permitirá que sua noiva permaneça em constante tristeza? Nosso coração está entrelaçado ao dele. Somos seus membros, e apesar de, por um tempo, sofrermos como o nosso Cabeça sofreu, somos abençoados com bênçãos celestiais nEle. Temos o penhor de nossa herança nas consolações do Espírito Santo, as quais, no presente, são muitas e imensas. Herdeiros de uma alegria eterna, temos prelibações de nossa herança. Há traços da luz de alegria que anunciam nosso eterno sol nascente. Nossas riquezas estão além do mar. Nossa cidade edificada sobre firme fundação encontra-se do outro lado do rio. Vislumbres de glória do mundo espiritual animam nosso coração e nos impulsionam adiante. É verdade: “Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo SENHOR”.

Charles H. Spurgeon

A perseverança dos santos

08 set, 2016

1. Aqueles que, de acordo com o seu propósito, Deus chama à comunhão do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, e regenera pelo seu Santo Espírito, Ele certamente os livra do domínio e da escravidão do pecado. Mas nesta vida, Ele não os livra totalmente da carne e do corpo de pecado

Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Rom. 7:24.

2. Portanto, pecados diários de fraqueza surgem e até as melhores obras dos santos são imperfeitas. Estes são para eles constante motivo para humilhar-se perante Deus e refugiar-se no Cristo crucificado. Também são motivo para mais e mais mortificar a carne através do Espírito de oração, e através dos santos exercícios de piedade, e ansiar pela meta da perfeição. Eles fazem isto até que possam reinar com o Cordeiro de Deus nos céus, finalmente livres deste corpo de morte.

Os Cânones de Dort (1618-1619) Capítulo 5

Somente a Deus a Glória!

Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome. (Salmos 29.2)
23 ago, 2016

A glória de Deus é o resultado de sua natureza e de suas realizações. Ele é glorioso em seu caráter, porque existe nele um estoque inesgotável de tudo o que é santo, puro, bom e amável. As realizações que fluem do seu caráter também são gloriosas. Deus tenciona que estas realizações manifestem às suas criaturas a sua bondade, a sua misericórdia e a sua justiça. Deus também está interessado em que a glória associada a tais realizações seja atribuída apenas a Ele.
Em nós mesmos, não existe nada do que podemos nos gloriar pois, quem nos faz diferentes de outros? O que temos que não tenhamos recebido do Deus de toda graça? Portanto, quão cuidadosos devemos ser em andar humildemente diante do Senhor! Visto que no universo há lugar somente para uma glória, no momento em que glorificamos a nós mesmos, nos colocamos em rivalidade para com o Altíssimo! O inseto que só existe há uma hora se glorificará diante do sol, que o esquentou para que nascesse? Se exaltará o vaso de barro, acima do que o moldou sobre a roda? A poeira do deserto contenderá com o redemoinho? As gotas do oceano lutarão contra a tempestade? Todos os retos, “tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome”. Talvez, uma das mais difíceis lutas da vida cristã é aprender esta sentença: “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória” (Salmos 115.1). Esta é uma lição que Deus está sempre nos ensinando e, às vezes, por meio da mais dura disciplina. Se o crente começa a gloriar-se: “Posso todas as coisas”, sem acrescentar: “Naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13 ARC), logo terá de lamentar: “Eu não sou nada” e afligir-se até ao pó. Quando fazemos algo para o Senhor, e Ele se agrada em aceitar nossas realizações, devemos lançar nossa coroa aos pés dele e confessar: “Não eu, mas a graça de Deus comigo” (1 Coríntios 15.10)!

Charles H. Spurgeon

"O adorno do cristão”

Reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento. (2 Pedro 1.5)
17 ago, 2016

Se você desfruta da elevada graça da total certeza da fé, sob a abençoada influência e assistência do Espírito, faça o que a Escritura lhe diz: “Procurai, com diligência” (2 Pedro 1.10). Assegure-se de que a sua fé seja do tipo correto –isto é, não uma simples crença em doutrinas, e sim uma confiança singela que depende exclusivamente de Cristo. Acrescente cautela diligente à sua coragem. Implore que Deus lhe dê a face de um leão, para que você possa, consciente de estar fazendo o que é certo, avançar com ousadia. Estude bem as Escrituras e obtenha conhecimento, visto que o conhecimento da doutrina tende a confirmar a fé. Procure entender a Palavra de Deus; permita que ela habite ricamente em seu coração (ver Colossenses 3.16).

Depois de haver feito isso, acrescente domínio próprio ao seu conhecimento (ver 2 Pedro 1.5,6). Tenha cuidado de seu corpo; seja moderado em seu exterior. Tenha cuidado de sua alma; seja moderado em seu íntimo. Obtenha temperança de lábios, vida, coração e pensamentos. E acrescente a tudo isso, a súplica ao Espírito Santo que Ele lhe dê a paciência que suporta as aflições -e que, uma vez provada, se manifestará preciosa como o ouro (ver Jó 23.10). Vista-se com paciência, a fim de que você não murmure nem fique deprimido em meio às aflições.

Quando tiver obtido paciência, almeje a piedade, que é muito mais do que simples religiosidade. Faça da glória de Deus o objetivo de sua vida. Viva à vista dele, e faça morada perto dEle. Busque companheirismo com Ele, e você será piedoso. À piedade acrescente o amor fraternal. Tenha amor para com todos os crentes. E ao amor fraternal acrescente a caridade que abre os braços a todos os homens e ama a alma de todos eles. Quando você estiver adornado com todas estas jóias, e à proporção em que pratica estas virtudes celestiais, reconhecerá com as mais claras evidências a sua vocação e eleição (ver 2 Pedro 1.10). “Procurai, com diligência”, se você deseja encontrar segrança, pois a negligência e as dúvidas andam de mãos dadas.

Charles H. Spurgeon

Não perca o alvo de vista!

04 ago, 2016

"...Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." Filipenses 3.14

Fidelidade perseverante em perseguir o alvo faz muita falta! Você também se deixou desviar do alvo que Deus estabeleceu para você? Quão insistentemente nos admoesta a carta aos Hebreus para não perdermos de vista o alvo: "Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos." O alvo sempre é Jesus! Devemos nos tornar cada vez mais semelhantes a Ele, estar cada vez mais unidos com Ele, e ser cada vez mais dominados por Seu Espírito. Como pode suceder isso? Por meio da oração, da santificação, do andar no caminho do Cordeiro. Justamente agora, nesta época, é muito válido o apelo: Não perca o alvo de vista! O Senhor voltará! Deixe-se purificar de alvos materiais e egoístas. Porventura você não se perdeu no desvio do pecado? Assim não se consegue mais ver claramente o alvo, que é Jesus.

Eu o exorto seriamente se você de uma ou outra maneira se desviou do alvo: volte-se decididamente ao ponto onde começou a se desviar do caminho reto, volte à cruz, volte ao Crucificado. A noite do juízo desce sobre a nossa geração. Uma negra e paralisante nuvem parece ter baixado sobre a humanidade, roubando-lhe o senso de direção e o sentido da vida. Felizes aqueles que elegeram decididamente a Jesus como seu alvo!

Concidadãos dos santos.
(Efésios 2.19)

22 jul, 2016

O que significa sermos chamados cidadãos dos céus? Significa que estamos sob o governo dos céus. Cristo, o Rei do céu, governa o nosso coração. Nossa súplica diária é: “Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mateus 6.10). Recebemos espontaneamente as proclamações expedidas do trono de glória. Obedecemos com alegria aos decretos do grande Rei. Portanto, como cidadãos da Nova Jerusalém, compartilhamos das honras do céu. Temos como patrimônio a mesma glória que pertence aos santos glorificados, pois já somos filhos de Deus, príncipes do sangue imperial; já usamos a impecável manta da justiça de Jesus; já temos anjos como servos, santos como companheiros. Temos a Jesus como nosso irmão, a Deus como nosso Pai e uma coroa de imortalidade como nossa recompensa. Com¬ partilhamos das honras da cidadania celestial, pois viemos à assembléia geral e à igreja dos primogênitos cujos nomes estão escritos no céu. Temos direito a todos os bens do céu. Nossos são seus portões de pérola e seus muros de crisólito; nossa é a luz azul-celeste da cidade que não precisa de velas nem da luz do sol; nosso é o rio da água da vida e as doze espécies de frutas que crescem nas árvores plantadas na margem dele; nada há no céu que não nos pertença. “Sejam as coisas presentes, sejam as futuras” (1 Coríntios 3.22), todas são nossas. Também, como cidadãos do céu, gozamos dos seus deleites. Os habitantes do céu se alegram porque os pecadores se arrependem – pródigos que retornaram ao lar? Nós também nos alegramos. Cantam glórias de triunfo a Jesus? Nós fazemos o mesmo. Eles lançam suas coroas aos pés de Jesus? Ali também colocamos nossas honras. Sentem-se encantados com o sorriso do Senhor Jesus? O sorriso de Jesus não é menos encantador para nós, que habitamos neste mundo. Eles olham adiante, esperando o segundo advento de Cristo? Também olhamos adiante, anelando pela manifestação dEle. Visto que somos cidadãos dos céus, as nossas atitudes e o nosso andar devem ser consistentes com a sublime dignidade.

Charles H. Spurgeon

Autor e Consumador da nossa fé

19 jul, 2016

“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus.” (Hebreus 12.2)
É tarefa do Espírito Santo fazer nossos olhos volverem-se do “eu” para Jesus. A obra de Satanás consiste no oposto disso.
Ele está constantemente tentando nos levar a contemplar a nós mesmos, em vez de contemplarmos a Jesus. Satanás insinua: “Seus pecados são grandes demais para que você seja perdoado; você não tem fé. Não se arrepende o suficiente. Nunca conseguirá continuar até ao fim. Você não tem a alegria dos filhos dele. Se agarra a Jesus de forma muito fraca”. Satanás implanta pensamentos a respeito do “eu”, porém nunca encontraremos a consolação da segurança olhando para o nosso íntimo. Todavia, o Espírito Santo remove completamente os nossos olhos do “eu”. Ele nos diz que nada somos e que “Cristo é tudo em todos” (Colossenses 3.11). Por conseguinte, lembre-se: não é o seu agarrar-se a Cristo que o salva, e sim o próprio Cristo. Não é a sua alegria em Cristo que o salva; é Cristo. Tampouco é a fé em Cristo que o salva, embora ela seja o instrumento – é o sangue e os méritos de Cristo.
Então, não olhe tanto para si mesmo e para o seu agarrar-se a Cristo – olhe para o próprio Cristo. Não olhe para sua esperança, mas para Jesus, a fonte de sua esperança. Não olhe para sua fé, mas para Jesus, o Autor e Consumador de sua fé. Nunca encontraremos felicidade olhando para as nossas orações, nossas realizações, nossos sentimentos. Aquilo que Jesus é, e não aquilo que nós somos – nos outorga descanso à alma. Se queremos vencer Satanás e ter paz imediata com Deus, isso tem de acontecer tão-somente por olharmos para Jesus. Apenas mantenha os seus olhos fitos Nele. Permita que a mor te, os sofrimentos, os méritos, as glórias e intercessão de Jesus se tornem recentes em sua mente. Após acordar, nesta manhã, olhe para Jesus. Quando for dormir à noite, olhe para Jesus. Oh, não permita que suas esperanças ou temores se interponham entre você e Jesus. Faça esforços para segui-Lo, Ele nunca lhe falhará!

Charles H. Spurgeon

“Sou indigno.” (Jó 40.4)

30 jun, 2016

Pecador perdido, tenho uma palavra de encorajamento para você! Pensa que não pode vir a Deus porque é indigno. Não existe nenhum santo vivendo na terra que não tenha sentido a sua indignidade. Se Jó, Isaías e Paulo foram constrangidos a dizer: “Sou indigno”, quem se envergonhará de se unir nesta mesma confissão? Se a graça divina não erradicou do crente todo o pecado, como você espera fazer isso por si mesmo? Se Deus ama o seu próprio povo, embora este seja indigno, você acha que sua indignidade O impedirá de amá-lo?

Creia em Jesus, você, banido da sociedade do mundo! Ele o chama assim como você está. Agora mesmo, diga: “Senhor Jesus, Tu morreste em favor de pecadores. Eu sou um pecador. Asperge sobre mim o teu sangue”. Se você confessar o seu pecado, achará perdão. Se você disser, de todo o coração: “Eu sou indigno, purifica-me”, você será purificado agora mesmo. Se o Espírito Santo lhe capacitar a clamar do fundo de seu coração:

Assim como sou, sem uma justificativa

Exceto a de ter sido teu sangue derramado por mim, E a de teres me chamado a Ti,

Ó Cordeiro de Deus, eu vou!

Você pode levantar-se, após a leitura de sua porção matutina, com todos os seus pecados perdoados. Embora você tenha acordado, nesta manhã, culpado de todos os pecados atribuídos aos homens, você dormirá hoje à noite aceito no Amado. Havendo sido degradado com as vestes do pecado, será vestido com uma túnica de justiça e parecerá tão puro como os anjos. “Eis, agora, o dia da salvação” (2 Coríntios 6.2). Se você crê nAquele que justifica o ímpio, você será salvo. Que o Espírito Santo lhe dê a fé salvadora nAquele que recebe até o mais indigno.

Charles H. Spurgeon

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