Pensamentos
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Amando a Deus por quem Ele é: Uma Perspectiva Pastoral

01 nov, 2015

Esta verdade é uma das maiores descobertas que eu fiz ao longo de minha vida: É quando eu sou mais satisfeito em Deus que Ele é mais glorificado em mim. Este é o motor que dirige meu ministério como pastor. Isto afeta tudo o que eu faço.

Seja comendo, bebendo ou aconselhando, meu alvo é glorificar a Deus à medida que realizo meu ministério (1 Co. 10.31). O que significa que meu alvo é realizar tarefas (comer, beber, pregar, aconselhar, ou qualquer outra coisa) de maneira a mostrar como a glória de Deus satisfez os desejos do meu coração. Se a minha pregação denuncia que Deus nem sequer supriu minhas próprias necessidades, essa pregação será uma fraude. Se Cristo não é a satisfação do meu coração, irão as pessoas acreditar em mim quando eu anunciar as palavras dEle, “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede”(João 6.35)?

A glória do pão é que ele satisfaz. A glória da água viva é que ela sacia a sede. Nós não honramos a refrescante, auto-renovável, pura água de uma nascente nas montanhas arrastando baldes de água pra cima a fim de darmos a nossa contribuição pelos açudes nas planícies. Nós honramos a fonte de água nos sentindo sedentos, caindo de joelhos e bebendo com alegria. Então exclamamos satisfeitos, “Ahhhh!” (isso é louvor!); e continuamos a nossa caminhada graças à força provida pela fonte de água (isso é serviço). A fonte na montanha é mais e mais glorificada na medida em que nós somos mais e mais satisfeitos pela água dela.

Tragicamente a maioria de nós foi ensinada que obrigação, não prazer, é a maneira pela qual devemos glorificar a Deus. O que esqueceram de nos ensinar é que o prazer em Deus é a nossa obrigação! Ser satisfeito em Deus não é opcional adicionado aos itens de fábrica das obrigações cristãs. Satisfação em Deus é a mais básica exigência de todas. “Deleite-se no Senhor” (Salmos 37.4) não é uma sugestão, mas uma ordem. O mesmo se aplica a: “Prestem culto ao SENHOR com alegria” (Salmos 100.2); e “Alegrem-se no Senhor” (Fp 4.4).

A responsabilidade do meu ministério é tornar claro aos outros que “O teu amor (do SENHOR) é melhor que a vida” (Salmos 63.3) . E se é melhor que a vida, é melhor do que tudo que a vida neste mundo oferece. Isto significa que o que satisfaz não são as bênçãos de Deus, mas a glória de Deus – a glória do seu amor, a glória do seu poder, a glória da sua sabedoria, santidade, justiça, bondade, e verdade.

Este é o motivo porque o Salmista, Asafe, exclamou, “A quem tenho nos céus se não a ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti. O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre” (Salmos 73.25-26). Nada na terra – nenhuma das boas dádivas de Deus na criação – poderia satisfazer o coração de Asafe. Só Deus podia. Isto é o que estava na mente de Davi quando disse ao Senhor, “Tu és o meu Senhor; não tenho bem nenhum além de ti” (Salmos 16.2).

Davi e Asafe nos ensinam, através de seus desejos centrados em Deus, que as bênçãos de Deus na saúde, riqueza e prosperidade não satisfazem. Apenas Deus o faz. Seria presunção não agradecer a Deus por suas bênçãos (“Não se esqueça nenhuma de suas bênçãos!” Salmo 103.2); mas seria idolatria chamar de amor por Deus as alegrias provenientes das bênçãos divinas. Quando Davi disse ao Senhor: “a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita.” (Salmos 11.16), ele quis dizer que proximidade ao próprio Deus é a única experiência totalmente satisfatória no universo.

Não é pelas bênçãos de Deus que Davi anseia desesperadamente. “Como a corsa anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Salmos 42.1-2). O que Davi quer experimentar é a revelação do poder e da glória de Deus: “Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água. Quero contemplar-te no santuário e avistar o teu poder e a tua glória” (Salmos 63.1-2). Somente Deus satisfará um coração como o de Davi. E Davi foi o homem segundo o coração de Deus. Esta é a maneira como fomos criados para ser.

Ser satisfeito em Deus é a essência do que significa amar a Deus. EM DEUS! Amar a Deus irá incluir obedecer a todos os seus mandamentos; crer em todas as suas palavras; agradecer por todas as suas bênçãos; mas a essência de amar a Deus é desfrutar tudo o que Ele é. Este desfrute de Deus é o que o glorifica mais completamente.

Nós todos sabemos isto intuitivamente e pelas Escrituras. Nós nos sentimos mais honrados quando servidos por aqueles que o fazem pela força de suas obrigações, ou pelo prazer da comunhão? Minha esposa é honrada quando eu digo, “Gastar tempo com você me faz feliz”. A minha alegria é o eco da excelência dela. Com Deus funciona da mesma maneira. Ele é glorificado ao máximo em nós quando somos satisfeitos ao máximo nele.

Nenhum de nós é produto final no processo de satisfação em Deus. Eu caio muitas vezes na murmuração do meu coração quando perco confortos deste mundo. Mas eu tenho experimentado que o Senhor é bom. Pela graça de Deus eu agora conheço a fonte eterna de alegria. E então eu amo gastar meus dias levando pessoas à alegria até elas me dizerem, “Uma coisa pedi ao SENHOR; e é o que procuro: que eu possa viver na casa do SENHOR todos os dias da minha vida” (Salmos 27:4).

Por John Piper, 1 de Janeiro de 1995

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Nossa Salvação

01 nov, 2015

(I) . Nossa salvação é completa. O apóstolo diz: "Que nos salvou". Crentes em Jesus Cristo são salvos no momento que colocam sua confiança em Cristo. Eles não esperam que sejam salvos. Deus salvou completamente Seu povo. Ele o escolheu para esta salvação. O preço total da salvação desses pecadores escolhidos por Deus foi pago quando Cristo morreu por eles na cruz. Cristo disse quando pendurado na cruz: "Está consumado" (João 19:30). Estávamos completamente perdidos por causa da desobediência de Adão. Fomos completamente salvos quando Cristo, o segundo Adão, terminou Sua obra redentora por nós.

(II). Meu segundo pensamento é que o texto diz: "Que nos salvou, e chamou". Será que Deus nos salvou antes de nos chamar? O texto diz que Ele assim o fez. Não sabemos que somos salvos até que o Espírito Santo opere em nossos corações, trazendo-nos a Cristo. Entretanto, no propósito de Deus e na redenção de Cristo, somos salvos antes de sermos chamados. O Senhor Jesus Cristo pagou as dívidas do Seu povo quando foi crucificado. Por conseguinte, vocês podem ver que fomos salvos antes de sermos chamados.

(III). Deus nos chamou para uma vida santa. Aqueles pecadores pelos quais Cristo morreu são chamados pelo poder do Espírito Santo à santidade. Eles deixam seus pecados; tentam ser como Cristo. Antes de serem salvos amavam o pecado. A velha natureza deles amava tudo que era maligno. A sua nova natureza não pode pecar porque é nascida de Deus. Deus chama Seu povo à santidade. O povo de Deus não é santo porque quer que Deus o salve. Deus, através do Espírito Santo, opera a santidade nele. Portanto, o belo fruto espiritual que vemos num crente tanto é a obra de Deus quanto é o resultado da expiação pela qual Cristo o comprou. A salvação de um crente é unicamente pela graça. Deus é o autor dessa graça. Salvação tem que ser pela graça, pois não pode ser adquirida. A seqüência verdadeira é: Deus nos salvou antes de nos chamar. Esta ordem mostra que nossa santificação não é a causa, e sim o efeito, da nossa salvação.

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