Pensamentos
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O que é o dia da Reforma Protestante?

04 nov, 2016

O que é o Dia da Reforma? Para responder a essa pergunta, façamos outra pergunta: Quando é o Dia da Reforma? É o dia 31 de outubro. Nele, comemoramos os eventos de 31 de outubro de 1517. Naquele dia, Martinho Lutero, um monge agostiniano, pregou suas 95 teses à porta da igreja em Wittemberg, Alemanha. Ora, por que Lutero faria isso? Para responder a essa pergunta, precisamos apresentar alguns outros personagens.

Um desses personagens foi Alberto de Brandeburgo. Alberto não tinha idade para ser um bispo e, ainda assim, em 1517, já era bispo sobre duas cidades, o que era contra a lei da igreja. Além disso, ele queria ser arcebispo de Mainz. Possuir três cargos também era contra a lei da igreja, o que significava que Alberto precisava de uma dispensa papal.

Assim, o Papa Leão X entra na nossa história. Leão era da família Médici de Florença. Os Médici eram um clã proeminente de bancários e patronos das artes. Foi Leão que trouxe Michelangelo para pintar o teto da Capela Sistina no Vaticano. Alberto se reuniu com Leão para conseguir uma dispensa, e como bons homens de negócios, eles fecharam um acordo. Por dez mil ducados, Alberto poderia ter seus três bispados. Mas Alberto tinha um problema: seu dinheiro estava aplicado, em grande parte, em bens imobiliários, não em espécie; assim, eles precisavam levantar o dinheiro.

A forma como isso se desenvolvia perturbou muito Lutero. Ele viu como essas coisas eram contrárias à doutrina da igreja na época, e observou algumas pessoas que estavam sob seu cuidado indo comprar as indulgências de Tetzel. Então, ele fez o que um estudioso podia fazer. Ele entrou em seu escritório e escreveu suas 95 teses para convocar um debate público. Ele publicou as teses em 31 de outubro.

Logo na primeira tese, ele diz o seguinte: “Quando nosso Senhor e Mestre, Jesus Cristo, disse: ‘Arrependei-vos’, Ele pretendia dizer que toda a vida do crente deve ser caracterizada por arrependimento”. É fascinante que Lutero faça referência ao chamado de Jesus às pessoas a arrependerem-se em Mateus 4.17. Há algo mais que entrou no jogo aqui, outra coisa que explica o Dia da Reforma.

Em 1516, o Novo Testamento Grego foi publicado pelo estudioso humanista Desidério Erasmo, e quando Lutero leu o Novo Testamento Grego, ele percebeu que a Vulgata Latina — por séculos, o texto oficial da igreja — estava errada. A Vulgada havia traduzido a palavra grega em questão (representada em nossa língua por “arrependei-vos”) como “fazei penitência”. Tal tradução serviu por séculos para apoiar o sistema sacramental católico romano.

O verdadeiro personagem principal do Dia da Reforma não é Lutero. É a Palavra de Deus. O que Lutero descobriu como monge foi que, por séculos, os verdadeiros ensinos da Palavra de Deus haviam sido escondidos por século após século de tradição. É disso que se trata o Dia da Reforma: abrir as cortinas e liberar o poder da Palavra de Deus e a beleza da verdade do evangelho. É por isso que celebramos o Dia da Reforma.

Por: Stephen Nichols. © 2015 5minutesinchurchhistory.com. Original: What Is Reformation Day?. Tradução: Alan Cristie. Revisão: Vinicius Musselman Pimentel. © 2014 Ministério Fiel.

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O Evangelho Continua Relevante?
David Martyn Lloyd-Jones

02 ago, 2016

O evangelho de Jesus Cristo confronta e desafia o mundo moderno com a declaração de que somente o evangelho tem a resposta para todas as perguntas do homem, bem como a solução para todos os seus problemas. Em um mundo que procura saída para suas tragédias e tribulações, o evangelho anuncia que a solução já se acha disponível. Em um mundo que olha ansiosamente para o futuro e que fala em planos relativos a ele, o evangelho proclama que esta busca por outra saída não apenas está errada quanto à sua direção, como também é inteiramente desnecessária. O evangelho denuncia o hábito fatal de colocarmos as nossas esperanças em algo que virá a acontecer e afirma que tudo quanto é necessário para os homens, individual e coletivamente, já foi posto à disposição da humanidade há quase dois mil anos. Pois, a mensagem central do evangelho para os homens é que tudo quanto é mister para a salvação deles se encontra na pessoa de Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus. O evangelho proclama que Cristo é a revelação plena e final de Deus. Em Cristo, em sua vida e em seus ensinamentos vemos aquilo que o homem deve ser e qual o tipo de vida que ele deve viver. Na morte de Cristo sobre a cruz, podemos ver o pecado do mundo finalmente desmascarado e condenado. Através de sua morte, vemos o único meio pelo qual o homem pode reconciliar-se com Deus. É exclusivamente dEle que podemos receber vida nova, obtendo um novo começo. Somente quando recebemos dEle o poder, então podemos viver aquela vida que Deus tencionou que vivêssemos.

De fato, o evangelho vai mais adiante e assegura-nos que Cristo está assentado à mão direita de Deus, em poder reinante, e que continuará a reinar até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. O evangelho proclama que chegará o tempo quando, ao nome de Jesus, se dobrará “todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra” (Fp. 2.10). Portanto, o evangelho de Jesus Cristo confronta o homem, exorta-o a arrepender-se dos seus pecados e a olhar para aquela Pessoa sem par, que esteve nesta terra há quase dois mil anos passados, a única em quem se pode achar a salvação.

No entanto, todos temos consciência de que a expiação operada por Cristo, conforme apresentada nas Escrituras, é altamente desagradável para a mente moderna. Não existe razão tão freqüentemente apresentada, como explicação para a rejeição do evangelho, quanto o fato de que ele é antiqüíssimo. Em geral, as pessoas deste século consideram que os crentes se acham nessa posição ou por serem lamentavelmente ignorantes ou, então, por se terem tornado retrógrados e se recusarem a enfrentar os fatos. Para o homem moderno, nada é tão ridículo como a sugestão de que tudo quanto ele precisa hoje em dia, é de algo que vem sendo continuamente oferecido à humanidade por quase dois mil anos. Na realidade, o homem moderno recebe como insulto a afirmação de que, apesar de todo o seu conhecimento, progresso e sofisticação, espiritualmente falando ele permanece precisamente na mesma condição na qual têm estado todos os homens, através da longa história da humanidade. Ele supõe que qualquer coisa que seja muito antiga não pode ser adequada para satisfazer as necessidades da situação moderna. Por esse motivo, a vasta maioria das pessoas nem ao menos pára, a fim de considerar o evangelho. Argumentam elas que algo tão antigo não pode ser relevante para os nossos dias.

Fonte: Sincero, mas Errado, David Martyn Lloyd- Jones, Editora Fiel, p. 97-99.

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A Justificação
Domingo 23

15 jun, 2016

59. Mas que proveito tem sua fé no Evangelho?
R. O proveito é que sou justo perante Deus, em Cristo, e herdeiro da vida eterna (1).
(1) Hc 2:4; Jo 3:36; Rm 1:17.

60. Como você é justo perante Deus?
R. Somente por verdadeira fé em Jesus Cristo (1).
Mesmo que minha consciência me acuse de ter pecado gravemente contra todos os mandamentos de Deus, e de não ter guardado nenhum deles, e de ser ainda inclinado a todo mal (2) , todavia Deus me dá, sem nenhum mérito meu, por pura graça (3) , a perfeita satisfação, a justiça e a santidade de Cristo (4). Deus me trata (5) como se eu nunca tivesse cometido pecado algum ou jamais tivesse sido pecador; e, como se pessoalmente eu tivesse cumprido toda a obediência que Cristo cumpriu por mim (6). Este benefício é meu somente se eu o aceitar por fé, de todo o coração (7).
(1) Rm 3:21-26; Rm 5:1,2; Gl 2:16; Ef 2:8,9; Fp 3:9. (2) Rm 3:9; Rm 7:23. (3) Dt 9:6; Ez 36:22; Rm 3:24; Rm 7:23-25; Ef 2:8; Tt 3:5. (4) 1Jo 2:1,2. (5) Rm 4:4-8; 2Co 5:19. (6) 2Co 5:21. (7) Jo 3:18; Rm 3:22.

61. Por que você diz que é justo somente pela fé? R. Eu o digo não porque sou agradável a Deus graças ao valor da minha fé, mas porque somente a satisfação por Cristo e a justiça e santidade dEle me justificam perante Deus (1). Somente pela fé posso aceitar e possuir esta justificação (2). (1) 1Co 1:30; 1Co 2:2. (2) 1Jo 5:10.

Catecismo de Heidelberg 1563 (Domingo 23)

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CAPÍTULO X
DA VOCAÇÃO EFICAZ

09 jun, 2016

I. Todos aqueles que Deus predestinou para a vida, e só esses, é ele servido, no tempo por ele determinado e aceito, chamar eficazmente pela sua palavra e pelo seu Espírito, tirando-os por Jesus Cristo daquele estado de pecado e morte em que estão por natureza, e transpondo-os para a graça e salvação. Isto ele o faz, iluminando os seus entendimentos espiritualmente a fim de compreenderem as coisas de Deus para a salvação, tirando-lhes os seus corações de pedra e dando lhes corações de carne, renovando as suas vontades e determinando-as pela sua onipotência para aquilo que é bom e atraindo-os eficazmente a Jesus Cristo, mas de maneira que eles vêm mui livremente, sendo para isso dispostos pela sua graça.

João 15:16; At. 13:48; Rom. 8:28-30 e 11:7; Ef. 1:5,10; I Tess. 5:9; 11 Tess. 2:13-14; IICor.3:3,6; Tiago 1:18; I Cor. 2:12; Rom. 5:2; II Tim. 1:9-10; At. 26:18; I Cor. 2:10, 12: Ef. 1:17-18; II Cor. 4:6; Ezeq. 36:26, e 11:19; Deut. 30:6; João 3:5; Gal. 6:15; Tito 3:5; I Ped. 1:23; João 6:44-45; Sal. 90;3; João 9:3; João6:37; Mat. 11:28; Apoc. 22:17.

II. Esta vocação eficaz é só da livre e especial graça de Deus e não provem de qualquer coisa prevista no homem; na vocação o homem é inteiramente passivo, até que, vivificado e renovado pelo Espírito Santo, fica habilitado a corresponder a ela e a receber a graça nela oferecida e comunicada.

II Tim. 1:9; Tito 3:4-5; Rom. 9:11; I Cor. 2:14; Rom. 8:7-9; Ef. 2:5; João 6:37; Ezeq. 36:27; João5:25.

III. As crianças que morrem na infância, sendo eleitas, são regeneradas e por Cristo salvas, por meio do Espírito, que opera quando, onde e como quer, Do mesmo modo são salvas todas as outras pessoas incapazes de serem exteriormente chamadas pelo ministério da palavra.

Gen. 17:7; Sal. 105:8-10; Ezeq. 16-20-21; Luc. 18:1516; At. 2:39; Gal. 3:29; João 3:8 e 16:7-8; I João 5: 12; At. 4:12.

IV. Os não eleitos, posto que sejam chamados pelo ministério da palavra e tenham algumas das operações comuns do Espírito, contudo não se chegam nunca a Cristo e portanto não podem ser salvos; muito menos poderão ser salvos por qualquer outro meio os que não professam a religião cristã, por mais diligentes que sejam em conformar as suas vidas com a luz da natureza e com a lei da religião que professam; o asseverar e manter que podem é muito pernicioso e detestável.

Mat. l3:14-15; At. 28:24; Mat. 22:14; Mat. 13:20-21, e 7:22; Heb. 6:4-5; João 6:64-66, e 8:24; At. 4:12; João 14:6 e 17:3; Ef. 2:12-13; II João 10: l 1; Gal. 1:8; I Cor. 16:22.

CONFISSÃO DE WESTMINSTER

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A Mão Vazia da Fé

08 abr, 2016

“Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça... Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a promessa para toda a descendência”. — Romanos 4:4-5, 16
“E ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé”. — Filipenses 3:9
“E a fé é escolhida por Deus para ser o receptor da salvação porque ela não pretende criar a salvação, nem há nela ajuda, mas está satisfeita em recebê-la humildemente. Fé é a língua que pede perdão, a mão que a recebe e olhos os quais a vê; porém, não é o preço que a compra. Fé nunca, por si mesma, faz sua própria demanda. Repousa seus argumentos no sangue de Cristo. Torna-se um bom servo para trazer as riquezas do Senhor Jesus para a alma porque sabe de onde as retira e admite que a graça, sozinha, confia-lhe as riquezas”. — Charles Spurgeon, All of Grace

A verdade mais surpreendente do Evangelho de Cristo é essa: tudo é pela graça. É a obra de Deus, não do homem. É a história de um Salvador poderoso que redime o seu povo, e ele assim o faz completamente. É sobre um Deus soberano, um Salvador perfeito, e uma redenção consumada. Nas passagens da Escritura citadas acima ouvimos a mensagem da própria vida. Ouvimos primeiro sobre nossa incapacidade: se pensarmos que podemos “trabalhar” para ganhar algo de Deus, não entendemos quão verdadeiramente perdidos nós somos. Aquele que trabalha recebe somente o seu salário, não a justiça. Mas aquele que não se chega a Deus com alguma idéia de mérito ou lucro, mas ao invés disso confia no Deus que justifica o ímpio, esse tipo de fé é lhe atribuída como justiça. Ela é uma fé que vem com uma mão vazia, não reivindicando nada para si ou de si, mas buscando seu tudo em Cristo. Essa fé de mão vazia é o tipo de fé que resulta numa posição justa diante de Deus.
Ouvimos depois sobre a capacidade de Deus: visto que a fé vem com mão vazia, ela encontra na graça de Deus tudo o que ela poderia alguma vez necessitar ou desejar. A graça de Deus é poderosa, e traz plena salvação à alma da pessoa que não tem esperança em nada que não a livre e imerecida graça. A graça não pode ser segurada pela mão que carrega consigo idéias de mérito, ou boas obras, ou qualquer outro tipo de adição humana à graça. “E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça” (Romanos 11:6). A graça maravilhosa de Deus não pode ser misturada com o mérito humano. A mão que agarra sua própria suposta bondade, ou que tenta achar um mérito aqui, uma boa obra ali, não encontrará a mão aberta da graça de Deus. Somente a pessoa que encontra em Cristo seu tudo-em-todos será feita, em assim achando, justa diante de Deus. Esse é o porquê as Escrituras dizem que é pela fé, para que possa ser de acordo com a graça: na sabedoria de Deus, ele exclui o orgulho do homem fazendo com que a salvação seja toda pela graça.
Finalmente, vemos a certeza da salvação: porque Deus salva seu povo por sua misericórdia e graça onipotente e imerecida, a promessa de salvação é “garantida” ou feita firme e inamovível para todos aqueles que estendem a mão vazia, porém crente, à sua graça onipotente e soberana. Se a salvação dependesse sequer uma minúscula parte do pecador, a promessa nunca poderia ser considerada como firme e inamovível. Mas visto que a fé não traz nenhuma idéia de mérito próprio com ela, e visto que a graça é por definição livre e imerecida, então a salvação em si é totalmente a obra de Deus (1 Coríntios 1:30-31) e, por conseguinte, ela é certa, firme e pode ser “garantida”. Somente a salvação que é a obra de Deus em sua totalidade pode satisfazer essa descrição.
Meu amigo, você tem o tipo de justiça sobre a qual Paulo fala em Filipenses 3:9, citado acima? Ou você tem uma posição diante de Deus que é baseada no que você faz, antes do que sobre o que Cristo fez em seu lugar? Você pode entender porque um cristão verdadeiro não pode fazer nada, senão se maravilhar nestas palavras: “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado” (Romanos 4:8)? Seus pecados foram imputados a Cristo, e a justiça dele foi lhe imputada pela fé? Você sabe o que significa ter Cristo não meramente como Salvador de nome, mas defato, de forma que sua inteira confiança está nele e em nada do que você pode alguma vez fazer? Você pode honestamente dizer que você confia nele para o seu destino eterno, e crê plenamente que ele levou os seus pecados na cruz, e lhe deu a sua justiça, de forma que você pode permanecer diante do santo Deus? É minha oração que, se você não pode reivindicar Cristo dessa forma, que você considere essas verdades, e que Deus seja misericordioso para com você, concedendo-lhe a verdadeira fé para abraça o seu evangelho. Possa Deus abençoá-lo ricamente à medida que você busque a sua verdade.
Lembre-se disto ou poderá cair no erro de fixar tanto suas idéias na fé, que é o canal da salvação, que esquecerá a graça, que é a fonte origem da própria fé. A fé é a obra da graça de Deus em nós: “Ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor senão pelo Espírito Santo” (1 Coríntios 12:3).“Ninguém pode vir a mim” - disse Jesus - “se o Pai que me enviou não o trouxer” (João 6:44). Assim, esta fé, que é entrada para Cristo, é o resultado do plano divino. A graça é o primeiro e o último movimento causador da salvação. Fé, essencial como é, é somente uma parte importante do maquinismo do qual a graça se serve. Nós somos salvos “por meio da fé”, porém a salvação é “pela graça”. Ressoam estas palavras como a trombeta do arcanjo: “Pela graça sois salvos” (Efésios 2:8). Que agradáveis novas para os indignos!— Charles Spurgeon, All of Grace

James White

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Arrepender ou Perecer

10 mar, 2016

Estas foram as palavras do Filho encarnado de Deus. Elas nunca foram canceladas; e não serão, enquanto este mundo durar. O arrependimento é absoluto e necessário se é para o pecador fazer paz com Deus (Isaías 27:5), porque arrependimento é o lançar fora as armas da rebelião contra Ele. O arrependimento não salva, todavia nenhum pecador jamais foi ou será salvo sem ele. Nada senão Cristo salva, mas um coração impenitente não pode recebê-LO.
Um pecador não pode crê verdadeiramente até que ele se arrependa. Isto é claro a partir palavras de Cristo concernente o Seu precursor, "Pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele" (Mateus 21:32). Isso é também evidente a partir de Sua chamada como trombeta em Marcos 1:15, "Arrependei-vos, e crede no evangelho". Isto é o porque o apóstolo Paulo testificava "o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus" (Atos 20:21). Não faça confusão neste ponto querido leitor, Deus "ordena agora que todos os homens em todo lugar se arrependam" (Atos 17:30).
Em requerer arrependimento de nós, Deus está pressionando Suas justas reivindicações sobre nós. Ele é infinitamente digno de supremo amor e honra, e de universal obediência. Isto nós temos impiamente Lhe negado. Tanto um reconhecimento como uma correção disto é requerido de nós. Nossa desafeição por Ele e nossa rebelião contra Ele devem ser reconhecidas e exterminadas. Dessa forma, o arrependimento é uma compreensão profunda de quão terrivelmente tenho falhado, durante toda minha vida, em dar a Deus Seu justo lugar em meu coração e em meu andar diário.
A justiça da demanda de Deus por meu arrependimento é evidente se considerarmos a natureza hedionda do pecado. Pecado é uma renúncia dAquele que me fez. É Lhe recusar Seu direito de me governar. É a determinação de agradar a mim mesmo; assim, é uma rebelião contra o Altíssimo. O pecado é uma ilegalidade espiritual, e uma indiferença absoluta à autoridade de Deus. Ele está dizendo em meu coração: Eu não me importo com o que Deus requeira, eu vou seguir o meu próprio caminho; eu não me importo com o que Deus reivindique de mim, eu serei o senhor de mim mesmo. Leitor, você não percebe que é assim que você tem vivido?
O arrependimento verdadeiro origina-se a partir de uma compreensão no coração, operado neste pelo Espírito Santo, da excessiva malignidade do pecado, do terror de ignorar as reivindicações dAquele que me fez, de desafiar Sua autoridade. Ele é consequentemente um santo ódio e horror do pecado, uma profunda tristeza por ele, e o reconhecimento dele diante de Deus, e um completo abandono dele de coração. Até que isto tinha sido feito, Deus não nos perdoará. "O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia" (Provérbios 28:13).
No verdadeiro arrependimento o coração se volta para Deus e reconhece: Meu coração tem sido posto sobre um mundo vão, que não pode satisfazer as necessidades de minha alma; eu Te abandonei, a fonte de águas vivas, e me voltei para cisternas rotas que nada retêm: eu agora reconheço e lamento minha tolice. Ele ainda diz mais: eu tenho sido uma criatura desleal e rebelde, mas eu não mais serei assim. Eu agora desejo e determino com todo meu poder servir e obedecer a Ti como meu único Senhor. Eu me entrego a Ti como minha presente e eterna Porção.
Leitor, seja você um Cristão professante ou não, é arrepender ou perecer. Para cada um de nós, membro de igreja ou não, é voltar ou queimar; voltar da direção da obstinação e autossatisfação; voltar para Deus com um coração quebrantado, procurar Sua misericórdia em Cristo; voltar com total propósito de coração de Lhe agradar e servir: ou ser atormentado dia e noite, para sempre e sempre, no Lago de Fogo. Qual deve ser sua porção? Oh, ajoelhe-se agora mesmo e implore a Deus que te dê o espírito de verdadeiro arrependimento.
"Sim, Deus, com a sua destra, o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão de pecados" (Atos 5:31).
"Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte". (2 Coríntios 7:10).

Arthur W. Pink

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Os Atributos de Deus

15 fev, 2016

MA maior fraqueza na igreja hoje é uma falta do conhecimento de Deus. Muitos são como os samaritanos, de quem Jesus disse: “Vós adorais o que não sabeis;” (João 4:22). João 17:3 mostra a importância de conhecer a Deus: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. O que poderia ser mais importante que isso? Todavia, a palavra da profecia é verdadeira hoje: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento” (Oséias 4:6). Era do conhecimento de Deus que o povo de Deus carecia nos dias dessa profecia. O versículo 1 deixa isso claro: “Na terra não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus”. Como isso é verdadeiro hoje de novo! Nos dias de Oséias, a igreja tinha rejeitado o conhecimento. Especialmente os sacerdotes, seus líderes espirituais, tinham rejeitado o conhecimento e esquecido a lei de Deus. Assim, Deus ameaçou esquecer seus filhos e tornar a honra deles em vergonha (vv. 6, 7). Se ao menos a igreja de hoje ouvisse essa Palavra de Deus, e visse que Deus está trazendo esses julgamentos sobre ela também! Ó, se a igreja retornasse ao Senhor e fosse curada! Pensando nessas coisas, começamos agora a escrever sobre os atributos de Deus. Por eles especialmente conhecemo-lo, a quem conhecer é ter a vida eterna. Atributos são características pessoais – tais como cor dos olhos, tipo de personalidade, e coisas semelhantes. Os atributos de Deus são sua unidade, espiritualidade, soberania, graça, bondade e todas as outras palavras3 que são usadas na Escritura para nos dizer quem ele é. Quando falamos dos atributos de Deus, portanto, estamos descrevendo ele, sua glória e as coisas que ele revelou de si mesmo em sua Palavra. Por meio desses atributos, conhecemos quem e o que ele é. Nunca devemos pensar que os atributos de Deus são apenas uma questão de debate e discussão teológica. Eles são vitalmente importantes para nós. A Escritura mostra isso pelas diferentes palavras que usa para descrever os atributos de Deus. No Salmo 89:5, a Escritura fala dos atributos de Deus como suas maravilhas. Seus atributos, em outras palavras, nos relevam quão grande e maravilhoso Deus é, e nos faz permanecer diante dele em admiração e assombro. O Salmo 78:4 chama os atributos de Deus de os seus louvores. Dessa palavra aprendemos a razão para a revelação de seus atributos: para que possamos louvá-lo e adorá-lo para sempre. Se a igreja hoje não honra a Deus como deveria, isso é somente porque ela não o conhece como deveria. O Salmo 78 também diz que é por meio do conhecimento dos atributos de Deus que as gerações vindouras colocarão sua esperança em Deus, e não esquecerão suas obras, mas guardarão os seus mandamentos (vv. 4-8). Possa Deus conceder tais gerações à Igreja, restaurando nas igrejas o conhecimento de Deus e especialmente dos seus atributos.

Rev. Ronald Hanko

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Uma Explicação Simples de Monergismo

13 jan, 2016

Monergismo simplesmente significa que é Deus quem faz com que os ouvidos ouçam e os olhos vejam. É Deus somente quem dá iluminação e entendimento de Sua palavra para que possamos crer; é Deus quem nos ressuscita dos mortos, que circuncida o coração; abre os ouvidos; é Deus somente quem pode nos dar um novo senso para que possamos, por fim, ter a capacidade moral de contemplar Sua beleza e excelência inigualável. O apóstolo João registrou Jesus dizendo a Nicodemus que nós naturalmente amamos as trevas, odiamos a luz e NÃO VAMOS para a luz (João 3:19,20). E visto que nossa dura resistência a Deus está assim fixada em nossas afeições, somente Deus, por Sua graça, pode amavelmente mudar, sobrepujar e desarmar nossa disposição rebelde. O homem natural, aparte da obra despertadora do Espírito Santo, não virá a Cristo por si mesmo, visto que ele está em inimizade com Deus e não pode entender as coisas espirituais. Lançar luz nos olhos cegos de um homem não o capacitará a ver, visto que, como todos sabemos, a vista requer novos olhos ou alguma restauração de sua faculdade visual. Da mesma forma, ler ou ouvir a palavra de Deus por si mesmo não pode produzir fé salvadora no leitor (ou ouvinte), a menos que o Espírito primeiro “germine” a semente da palavra no coração, por assim dizer, que então infalivelmente originará a nossa fé e união com Deus. Como Lídia, a quem “o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia ” (Atos 16:14), Ele deve também dar ao Seu povo vida e entendimento espiritual se seus corações hão de ser abertos e assim se voltar (atender, responder) a Cristo em fé.

Definição

A definição do dicionário Century de monergismo pode ser útil: “Na teologia, [monergismo é] a doutrina de que o Espírito Santo é o único agente eficaz na regeneração [o novo nascimento] — que a vontade humana não possui inclinação para a santidade até ser regenerada [nascida de novo] e, portanto, não pode cooperar na regeneração”.

Etimologia

A palavra “monergismo” consiste de duas partes principais. O prefixo grego “mono” significa “um”, “único”, ou “sozinho”, enquanto o sufixo “ergon” significa “trabalhar”. Tomando juntos significa “o trabalho de um [indivíduo]”. Então, para simplificar, monergismo é a doutrina de que o nosso novo nascimento (ou “despertamento”) é obra de Deus, o Espírito Santo somente, com nenhuma contribuição do homem, visto que o homem natural, de si mesmo, não tem nenhum desejo por Deus e não pode entender as coisas espirituais (1 Coríntios 2:14, Romanos 3:11,12; Romanos 8:7; João 3:19, 20). O homem permanece resistente a todos os chamados externos do evangelho até que o Espírito venha para nos desarmar, nos chamar internamente e implantar em nós novas e santas afeições por Deus. Nossa fé vem somente como o resultado imediato do Espírito operando em nós ao ouvir a proclamação da palavra. Mas assim como Deus não nos força a ver contra a nossa vontade quando Ele nós dá olhos físicos, assim também Deus não nos força a crer contra a nossa vontade quando nos dá olhos espirituais. Deus nos dá o dom da visão e nós desejosamente o exercitamos.

Aplicação

Monergismo tira toda a esperança de nós mesmos, revela nossa falência espiritual, aparte de Cristo, e assim nos leva a dar toda a glória a Deus pela nossa salvação. Enquanto pensarmos que contribuímos com algo, mesmo com algo muito pequeno (como boas intenções), então ainda pensaremos que Deus nos salva por algo bom que Ele vê em nós e não em nosso próximo. Mas este não é claramente o caso. Nós somos todos pecadores e não podemos nos vangloriar em nada diante de Deus, incluindo o desejo de ter fé em Cristo (Filipenses 1:29, Efésios 2:8, 2 Timóteo 2:25). Pois, por que nós temos fé e o nosso próximo não? Considere isto. Nós fizemos um uso melhor da graça de Deus do que ele o fez? Nós somos mais espertos? Mais sensíveis? Alguém ama naturalmente a Deus?

A resta é “não” a todas as perguntas acima. É a graça de Deus que nos faz diferir do nosso próximo e é a graça de Deus que origina a nossa fé, não porque sejamos melhores ou tenhamos mais discernimento. O fato é que quando o Espírito nos capacita para ver que falhamos em cumprir a santa lei de Deus, o homem se desesperará totalmente de si mesmo Então, como C.H. Spurgeon disse: “... o Espírito Santo vem e mostra ao pecador a cruz de Cristo, lhe dá olhos ungidos com colírio celestial, e diz, “Olhe para aquela cruz. Aquele Homem morreu para salvar pecadores; você sente que é um pecador; Ele morreu para te salvar”. E então o Espírito Santo capacita o coração para crer, e para vir a Cristo”. Para concluir, “...ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor! senão pelo Espírito Santo” (1 Coríntios 12:3). ...que é o depósito que garante o que há de vir (2 Coríntios 5:5). Assim, deveria ser claro para nós que nem todos recebem esta benção redentora de Cristo. Deus a concede misericordiosamente a quem Ele quer, segundo o Seu soberano e bom propósito (Romanos 9:15-18; Efésios 1:4, 5). O resto continuará em sua rebelião deliberada, fazendo escolhas segundo os seus desejos naturais e assim recebendo a ira da justiça de Deus. Este é o porquê dela ser chamada “misericórdia” — não leva em conta o que merecemos. Se Deus fosse obrigado a dá-la a todos os homens, então ela não mais seria misericórdia por definição. Isto não deveria nos surpreender...o que deveria nos surpreender é o amor maravilhoso de Deus, ou seja, que Ele salve um pecador como eu.

John Hendryx

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Brasil: Diagnóstico preocupante.

04 jan, 2016

O conceito de cultura pode ser entendido de duas maneiras. No sentido estrito, é o conjunto das manifestações criativas de um povo ou grupo, tais como a literatura, a música, os ritmos, o folclore, as tradições, as artes plásticas, a culinária, etc. No sentido amplo, inclui todas as características distintivas de uma coletividade, o conjunto de traços que formam a identidade de um grupo; enfim, suas maneiras de ser, comportar-se, viver. Embora exista a tendência de se exaltar as culturas, numa época em que está em voga o multiculturalismo, o fato é que toda cultura possui elementos positivos e negativos.

Não é diferente com o Brasil. De um modo geral, os brasileiros se orgulham da sua cultura. Os meios de comunicação, os artistas, os intelectuais, os governantes e outros formadores de opinião costumam louvar as maravilhas da cultura nacional, colocá-la em um pedestal, considerá-la quase intocável. Contudo, existem em nossa cultura, entendida no sentido lato mencionado acima, alguns elementos altamente questionáveis e prejudiciais ao bem do nosso país. A menos que tenhamos a coragem de fazer uma autocrítica honesta, repensando e remodelando nossos conceitos e comportamentos, não seremos a nação próspera que almejamos.

Um dos aspectos negativos da nossa cultura é o nosso excessivo individualismo, já analisado amplamente por estudiosos brasileiros e estrangeiros. Herança do período colonial, em que os brasileiros se sentiam abandonados pela metrópole e tinham que enfrentar as suas dificuldades por conta própria no território imenso e pouco povoado, esse individualismo traz conseqüências danosas para a vida social. Entre essas conseqüências está a falta de um espírito coletivo e de responsabilidade cívica.

Os observadores da cultura brasileira e das culturas do hemisfério norte notam um contraste curioso entre ambas. Os brasileiros tendem a ser afáveis, cordiais e envolventes nos relacionamentos pessoais, mas são passivos no que diz respeito aos interesses coletivos. Com os americanos e europeus muitas vezes ocorre o contrário: pouco expansivos no trato pessoal, caracterizam-se por enorme capacidade de mobilização e reivindicação no que diz respeito aos interesses mais amplos da sociedade, aqueles que vão além dos reclamos meramente paroquiais e corporativistas.

Outro aspecto da nossa cultura que pode tornar-se profundamente deletério é o pragmatismo ético, ou seja, a ênfase no “jeitinho”, na esperteza, no levar vantagem em tudo, com o seu lamentável corolário, o flagrante e generalizado desrespeito pela lei e pelas normas da boa convivência social. Esse desrespeito é agravado pelo fato de verificar-se em todas as classes sociais: não só entre os incultos, mas também nas classes média e alta, entre os elementos mais esclarecidos e privilegiados da nossa sociedade.

Será que essas afirmações podem ser substanciadas por dados concretos? Citemos alguns exemplos. O Brasil tem um novo Código Nacional de Trânsito, aprovado em 1997, que na época foi saudado como um dos mais avançados do mundo. Todavia, o índice de violações das normas de trânsito continua alarmante, a ponto de o Código ter se tornado em mera letra morta. Além dos graves acidentes que matam e incapacitam, em grandes cidades como São Paulo o desrespeito às leis de trânsito já se tornou endêmico, com transgressões de toda espécie.

Um outro exemplo de individualismo e desrespeito pela lei refere-se à questão dos ruídos. São Paulo tem uma lei do silêncio, que, como tantas outras, torna-se ineficaz por causa da falta de espírito coletivo. Muitos entendem que, sendo os brasileiros um povo alegre, que gosta de celebrar a vida, não há nada de mais em fazer festas barulhentas que atravessam a madrugada, prejudicando o repouso de tantas pessoas. Um último exemplo vale ser mencionado. Fumar nos shoppings e em outros espaços coletivos fechados é proibido por leis federais e municipais. Em toda parte existem placas alertando sobre isso. Uma vez mais, essa lei é letra morta devido tanto à insensibilidade dos usuários quanto à passividade cúmplice dos administradores e das autoridades, que não aplicam as leis e assim contribuem para o descrédito das mesmas.

Pode ser que os exemplos citados pareçam banais. Todavia, como diz a expressão bíblica, “quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco, também é injusto no muito”. Ou seja, quem amortece a sua consciência em relação a pequenos delitos, terá mais facilidade em cometer delitos maiores – basta surgir a oportunidade. O cidadão comum que avança o sinal vermelho, buzina insistentemente às três horas da madrugada ou insiste em fumar em local proibido é incoerente quando critica o funcionário público corrupto que pratica a extorsão. Ambos estão fazendo a mesma coisa: violando as leis, desrespeitando direitos alheios e contribuindo para o descrédito do ordenamento jurídico; enfim, estão prejudicando a si mesmos.

Qual a origem de práticas tão condenáveis? A nossa formação cultural defeituosa, do ponto de vista educacional, ético e cívico. O que nos falta é uma infusão de melhores valores na vida social, nos meios de comunicação, na política, no governo, nas escolas, nas empresas, nas instituições. É exatamente aqui que a cosmovisão bíblica e cristã pode dar uma grande contribuição, com sua forte ênfase em valores como a verdade, a fidelidade, o altruísmo, a generosidade, a responsabilidade, a honestidade, a justiça e a integridade, entre outros. Esses valores são expressos em memoráveis aforismos dos profetas e de Cristo, tais como: “Corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene” (Amós 5.24) e “Tudo quanto quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Mateus 7.12).

Tenhamos a ousadia de desmistificar a nossa cultura e de reconhecer honestamente que, ao lado de aspectos admiráveis, dignos de imitação por outros povos, temos características culturais profundamente distorcidas e inaceitáveis, que nos prejudicam a todos. Reconheçamos a necessidade imperiosa de um “salto de qualidade” no que se refere aos nossos valores e comportamentos, sabendo que isso exige esforço sério e conscientização constante, principalmente das novas gerações. Não nos iludamos – sem que haja uma profunda transformação de mentalidades, não alcançaremos o tão sonhado Brasil próspero, fraterno, igualitário e justo.

Alderi Souza de Matos
Fontes: http://www.mackenzie.br/7157.html

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